PODE UM LOBO CONVIVER COM UMA OVELHA?


Pode um Lobo Conviver com uma ovelha? esta pergunta eu li certa vez e achei curiosa, e como sou curioso, alias eu nao todo ser humano, passei a procura entender o que siguinifica, na verdade eu sempre procurei entender sobre natureza humana, sobre o porque certas pessoas faz certas coisas e depois se arrependem, o porque nos nos agredimos tanto fazendo algo contra nos mesmo, agredindo nossa conciencia, nossos sentimentos, uma das pessoas que eu aprendi muito sobre isso foi o apostolo paulo, ler sobre a vida dele antes e depois nos ensina muito sobre natureza humana.

 
No capítulo 7 da carta aos Romanos, encontramos o grito desesperado de um homem que não conseguia viver à altura dos princípios que conhecia. Por vezes sentia como que se dentro dele existissem duas pessoas que lutavam entre si para assumir o controle de sua vida.
Em repetidas ocasiões ele pensou que talvez não estivesse convertido. Vem então a pergunta:
· Por que depois que aceitamos a seguir a Jesus temos a impressão de que a luta espiritual aumenta?
· Por que pessoas que aceita a seguir Jesus sentem vontade de praticar o mal?
· É possível harmonizar o que sabemos que devemos fazer com aquilo que realmente desejamos praticar?

Veja o drama de Paulo descrito na carta que escreveu aos Romanos:
Romanos capitulo 7 versículo 15 a 24.
15 Pois não sei o que estou produzindo. Porque aquilo que quero, isso não pratico; mas aquilo que odeio é o que faço. 16 No entanto, se aquilo que não quero é o que faço, estou concordando que a Lei é excelente. 17 Mas então, quem o produz não sou mais eu, mas o pecado que reside em mim. 18 Pois eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não mora nada bom; porque a capacidade de querer está presente em mim, mas a capacidade de produzir o que é excelente não está [presente]. 19 Pois o bem que quero, não faço, mas o mal que não quero, este é o que pratico. 20 Se aquilo que não quero é o que faço, então, quem o produz não sou mais eu, mas o pecado que mora em mim.
21 Acho assim a seguinte lei no meu caso: que, quando quero fazer o que é direito, está presente em mim aquilo que é mau. 22 Eu realmente me deleito na lei de Deus segundo o homem que sou no íntimo, 23, mas observo em meus membros outra lei guerreando contra a lei da minha mente e levando-me cativo à lei do pecado que está nos meus membros. 24 Homem miserável que eu sou! Quem me resgatará do corpo que é submetido a esta morte? 25 Graças a Deus, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor! Assim, pois, com a mente, eu mesmo sou escravo da lei de Deus, mas com a [minha] carne, [escravo] da lei do pecado."

Tenho vontade de fazer o que e correto mais também Constantemente sinto vontade de pecar. A minha vida é um permanente conflito. Quero servir a Jeová e a jesus, mas ao mesmo tempo sinto vontade de fazer coisas erradas. Tem solução para mim? Esta pergunta eu li em certa matéria, veio de um rapaz simples de 20 anos, lá do sertão de Pernambuco, embora pudesse ter saído dos lábios de um empresário bem-sucedido dirigindo seu carro importado, último modelo, na Avenida Boa viagem.

 
O problema é o mesmo para homens e mulheres, jovens e adultos, ricos e pobres. Por alguma razão, temos a idéia de que no momento que decidimos servir a Jeová a nossa luta acaba e que a partir desse momento não pecaremos mais; seremos perfeitos, no sentido de ser exemplo de vida para outros. Mas por que é que a partir do momento que nos entregamos a Cristo a nossa luta se torna maior e o conflito aumenta?
 
Antes de mais nada temos que entender o que acontece no momento que decidimos seguir a jesus. Muitos têm a idéia de que nesta hora quando decidimos seguir a Jesus Jeová Deus tira de nós a natureza pecaminosa e a joga fora para sempre, colocando em substituição a nova natureza que gosta de obedecer e amar. Isto não é completamente verdade. Seria maravilhoso se fosse assim, já que nunca mais teríamos vontade de pecar. A fonte "das paixões deste mundo" não existiria mais. Em conseqüência, nossa vida seria como a de Adão e Eva antes da queda. Infelizmente não é assim que sucedem as coisas.

Ao decidirmos seguir a Jesus, passamos a alimentar a natureza espiritual, a natureza de Cristo. Mas o que acontece com a velha natureza pecaminosa, a natureza de lobo? Ela não sai como muitos imaginam. Ela fica ali, agonizante. - Aquela parte que existe dentro de nós que gosta de pecar, foi esmagada e mortalmente ferida - afirma o apóstolo. E agora? Agora, depois da conversão passamos a ser pessoas com duas naturezas: a natureza de Cristo, nova, recém-implantada e a velha natureza pecaminosa, "esmagada e mortalmente ferida" que continua dentro de nós. O ideal seria que a velha natureza permanecesse sempre "mortalmente ferida". Mas essa situação não é definitiva; é circunstancial.

Na primeira oportunidade que receber alimento, ela ressuscitará; e se continuar sendo alimentada, ela recuperará completamente as forças e lutará para expulsar de nossa vida a nova natureza. É por isso que depois da conversão a luta aumenta. Existe muito mais conflito num homem depois de sua conversão do que antes dela

Você está surpreso? Tente entender o que estou dizendo. Depois de estudar a bíblia aceitar a verdade de Jesus você pode esperar maior luta em seu coração, um conflito interno, que muitas vezes o levará ao desespero, se você não parar a fim de entender o problema. Mas o assunto é simples. O homem sem Cristo tem uma só natureza, a natureza com que nasceu e essa natureza faz as coisas erradas na hora que deseja. Não existe ninguém para se opor. Não existe luta, não há conflito. Mas você agora você aprendeu sobre a vontade de Jeová deus e como se deve viver e entregou sua vida a Cristo, você experimentou o milagre da conversão, você tem agora uma nova natureza e ela se opõe à velha natureza

Você entende por que a vida do homem aceitou o convite de jesus pode parecer mais leve? Ele só tem uma natureza e ela assume o controle da vida, não tem oposição. Mas logo depois da conversão, quando o homem pensa que a velha natureza foi embora, descobre que ela continua dentro e o conflito começa. Ele tem duas naturezas e as duas estão lutando.

O apóstolo Paulo teve um momento em sua vida em que chegou à beira da loucura! Vamos ler novamente o que ele diz na sua carta aos cristãos de Roma: 15 Pois não sei o que estou produzindo. Porque aquilo que quero, isso não pratico; mas aquilo que odeio é o que faço, Mas então, quem o produz não sou mais eu, mas o pecado que reside em mim. 18 Pois eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não mora nada bom; porque a capacidade de querer está presente em mim, mas a capacidade de produzir o que é excelente não está [presente]. 19 Pois o bem que quero, não faço, mas o mal que não quero, este é o que pratico. 20 Se aquilo que não quero é o que faço, então, quem o produz não sou mais eu, mas o pecado que mora em mim. (Romanos 7:15).

disse Paulo - sei que gosto da Lei de Deus, mas vejo uma lei diferente que age em meu corpo, uma lei que luta contra aquela que minha mente aprova. Entende, ? Duas naturezas, duas forças lutando dentro do apóstolo Paulo. Um conflito que o levou ao desespero, porque no verso seguinte ele clama: 24 Homem miserável que eu sou! Quem me resgatará do corpo que é submetido a esta morte (Romanos 7:24)
 
parece que esotu vendo paulo pensar assim: - Que situação terrível esta em que estou! Quem é que me livrará da minha escravidão a esta mortífera natureza interior?

Agora eu pergunto: no momento em que Paulo escreveu a carta aos Romanos ele tinha ou não já aceito o convite de cristo? Claro que tinha. Ele tinha sido convertido quando se encontrou com Jesus lá na estrada de Damasco. Porém, aqui está a experiência de um homem convertido sentindo dentro de si o conflito que produz a luta das duas naturezas. Não se preocupe meu amigo por causa da tensão e do conflito que você sente após sua conversão.

Duas naturezas, entende? Duas. Você e eu somos seres humanos com duas naturezas e elas não gostam uma da outra. O apóstolo Paulo um dia conseguiu entender este conflito e aí ele escreveu: 5 Pois, os que estão de acordo com a carne fixam as suas mentes nas coisas da carne, mas os que estão de acordo com o espírito, nas coisas do espírito. 6 Pois a mentalidade segundo a carne significa morte, mas a mentalidade segundo o espírito significa vida e paz; 7 porque a mentalidade segundo a carne significa inimizade com Deus, visto que não está em sujeição à lei de Deus, de fato, nem pode estar. 8 De modo que os que estão em harmonia com a carne não podem agradar a Deus. 9 No entanto, vós estais em harmonia, não com a carne, mas com o espírito, se o espírito de Deus verdadeiramente morar em vós. Mas, se alguém não tiver o espírito de Cristo, este não pertence a ele (Romanos 8:5-9).

você dirá - quer dizer que toda minha vida vai ser uma vida de conflito? Não necessariamente, não precisa ser assim; e isso vai depender de sua decisão. As duas naturezas estão em luta mas, finalmente, uma delas vencerá. Uma delas assumirá o controle completo de sua vida. Uma delas sobreviverá e a outra morrerá. Qual delas será a vitoriosa? Isso também vai depender de sua decisão.

Vamos ilustrar o assunto desta maneira. Suponhamos que na arena de um circo estão soltas duas feras envolvidas numa luta de morte. Os empresários do circo pegam as duas feras e as colocam em jaulas separadas. Uma delas é fartamente alimentada. Recebe comida e água em abundância. A outra é deixada no esquecimento quase total. Vez por outra alguém dá para ela apenas um bocado de alimento, o suficiente para não morrer. Quando o momento do confronto chegar, qual delas vencerá? Você tem alguma dúvida? Você sabe que vai vencer a que for melhor alimentada, não sabe?

 
É isso o que acontece na luta das naturezas por obter o controle da nossa vida. Só uma delas assumirá finalmente, por completo, o domínio do território e sem dúvida será a que for melhor alimentada. Ocorre que os seres humanos, geralmente, alimentam mais a natureza pecaminosa e esta é a causa de nosso fracasso constante, mesmo depois de nossa entrega a Cristo
 

Jeová Deus realizou em nós o milagre da conversão através de estudo de sua palavra e de fazer você se aproximar de cristo, implantou em nosso coração a nova natureza, mas nós não cuidamos dela, não a alimentamos e em conseqüência a velha natureza está sempre tomando o controle de nossa vida. Como é que se alimentam as naturezas? Através dos cinco sentidos. Tudo o que entra em nossa mente através dos sentidos é alimento para uma ou para outra natureza. Especialmente aquilo que vem através da visão e da audição. Este é o motivo porque precisamos ser cuidadosos na escolha dos programas que assistimos, dos filmes que vemos, das revistas e livros que lemos, das conversas das quais participamos e das músicas que ouvimos.
 

É verdade que enquanto estivermos neste mundo, mesmo sem querer, estaremos sempre filtrando comida para a natureza má. Não posso evitar ouvir uma música que inspire sentimentos negativos enquanto estou num ônibus ou no local de trabalho, por força das circunstâncias. Não posso também evitar que apareça uma imagem negativa enquanto leio ou assisto ao noticiário. É impossível deixar de ouvir conversas pouco edificantes na escola ou na rua. Mas posso evitar colocar voluntariamente esse tipo de "alimento" em minha mente. É inevitável que vez por outra passem "migalhas" para a natureza má. Posso evitar que entre para ela "filé mignon". Posso evitar alimentá-la consciente e voluntariamente. Na realidade a nossa vitória e em conseqüência, a nossa felicidade na vida cristã, dependem de certo modo de aprendermos a conviver com ambas as naturezas. De que maneira? Alimentando a natureza de Cristo e matando de fome a outra.

É isso que Paulo diz quando afirma: 24 Além disso, os que pertencem a Cristo Jesus pregaram na estaca a carne com as suas paixões e desejos(Gálatas 5:24).
 
Nos tempos de Cristo, quando um homem era Pregado na estaca, era declarado legalmente executado e morto, mas na realidade continuava vivo na estaca, sofrendo e agonizando. Às vezes os parentes ou amigos vinham à noite escondidos e resgatavam o corpo do executado, cuidavam dele e o homem tornava a viver e muitas vezes voltava à sua vida de delinqüência e crime.
O que Paulo está querendo dizer é que temos que manter nossa velha natureza pregada na estaca. Não podemos deixar que ela desça e muito menos devemos cuidar dela ou alimentá-la. - Bem, você dirá - até quando terei de conviver com essa luta das naturezas? Enquanto estivermos neste mundo, não há modo de nos livrarmos dela completamente, embora possamos tornar a luta mais leve, deixando de alimentar a natureza má. Podemos manter a natureza má "mortalmente ferida e agonizante", mas jogá-la fora de nosso ser, não é possível. Mas, graças a Deus, existe uma promessa maravilhosa. O apóstolo Paulo diz: 51 Eis que eu vos digo um segredo sagrado: Nem todos adormeceremos [na morte], mas todos seremos mudados, 52 num momento, num piscar de olhos, durante a última trombeta. Pois a trombeta soará, e os mortos serão levantados incorruptíveis, e nós seremos mudados. 53 Pois isto que é corruptível tem de revestir-se de incorrupção e isto que é mortal tem de revestir-se de imortalidade. 54 Mas, quando [isto que é corruptível se revestir de incorrupção e] isto que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “A morte foi tragada para sempre (I Coríntios 15:51-54).
 

Isto não é maravilhoso? Um novo corpo. Sem natureza pecaminosa. Finalmente Deus arrancará a velha natureza de nós e a jogará fora, para sempre. Aí sim, não haverá mais luta, mais conflito interior, mais vontade de pecar.

ara os ungidos num piscar de olhos na transformação e para os súditos terrestre após o milênio totalmente, Tornaremos a ser homens com uma só natureza, a natureza de Cristo, perfeita e que se deleita em amar, obedecer e andar nos caminhos de Jeová Deus.

Enquanto esse dia não chegar, vamos aprender a conviver com a velha natureza, matando-a de fome, desnutrindo-a, asfixiando-a e alimentando constantemente a nova natureza. Esse foi o segredo que o apostólo Paulo descobriu um dia, alguns anos depois, quando escreveu aos Filipenses dizendo: 8 Por fim, irmãos, todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis, todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas (Filipenses 4:8).

Ele está falando do alimento da nova natureza, você percebe? Ele tinha descoberto finalmente o segredo da vida vitoriosa. Ele não alimentava mais a velha natureza. A natureza de Cristo tinha assumido agora o controle de sua vida: 20 Estou pregado na estaca junto com Cristo. Quem vive não sou mais eu, mas é Cristo quem está vivendo em união comigo. Deveras, a vida que agora vivo na carne, eu a vivo pela fé que é para com o Filho de Deus, o qual me amou e se entregou por mim (Gálatas 2:20).
 

A medida que os anos passaram, a natureza velha de Paulo ficou cada vez mais fraca, de tal modo que quando chegou o momento de sua morte ele exclamou: 7 Tenho travado a luta excelente, tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé. 8 Doravante me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, o justo juiz, me dará como recompensa naquele dia, contudo, não somente a mim, mas também a todos os que amaram a sua manifestação (II Timóteo 4:7 e 8).
 

A medida que os anos passaram, a natureza velha de Paulo ficou cada vez mais fraca, de tal modo que quando chegou o momento de sua morte ele exclamou: 7 Tenho travado a luta excelente, tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé. 8 Doravante me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, o justo juiz, me dará como recompensa naquele dia, contudo, não somente a mim, mas também a todos os que amaram a sua manifestação (II Timóteo 4:7 e 8).
como é bom ver o final da vida de Paulo!

Venci - diz ele - consegui, alcancei. Emociono-me ao pensar em tais palavras. Sabe por quê? Porque isso quer dizer que eu também posso vencer. Também posso ser um vitorioso. É isso mesmo . Você e eu também podemos ser vencedores. Cristo garantiu a nossa vitória na estaca. Ele está bem pertinho de você nas horas de luta. Nos momentos em que você acha que todo mundo o abandonou, que você nunca conseguirá, que você é um fracasso completo. Lembre-se de que Ele está aí, amando-o, perdoando-o, sustentando-o.